Pressão no desenho

Mais um vício para momentos mais relax… ou não do seu dia. DrawSomething.
Eu não me lembro quando baixei este app no meu celular, mas ele certamente é um dos mais usados no aparelho.
Para quem não conhece, a explicação mais sucinta seria a de um “Imagem & Ação” (sem ação ou mímica, vamos dizer assim) com seus contatos do FB, obviamente com aqueles que também estão com o app baixado. Não tem tempo, nem objetivo de chegar a um ponto como se fosse uma corrida, mas as recompensas por desenhar, acertar e fazer com que o outro também acerte são moedinhas virtuais que você pode trocar por mais cores para usar durante o desenho, ou mais artifícios para conseguir adivinhar os desenhos.

E é engraçado ficar reparando como as pessoas desenham ou tentam adivinhar pois de certa forma, acaba mostrando um pouco sobre elas mesmas. Por exemplo, tive um professor na Panamericana, que além de um excelente desenhista, também é ótimo como ilustrador… então já viu, né? Só interpretação top dos desenhos. Assim como você também tem alguns amigos que desenham uma circunferência e uma reta, e de alguma forma, você precisa entender que eles quiseram desenhar um cometa.

Provavelmente a empresa criadora do aplicativo, a OMGPOP, nem sequer esperava tamanho sucesso. 50 dias após o lançamento, 50 milhões de pessoas já tinham feito o download do DrawSomething em seus dispositivos móveis. Foi aí que veio a bonitona e faminta Zynga pra querer abocanhar a OMGPOP e o DrawSomething, tudo isso ainda em março deste ano… valor, 180 milhões de dólares.
Bomba: o aplicativo começou a perder usuários… de enxurrada, e as ações da Zynga começaram a cair bastante no mercado.
Historinha bem rápida, mas verídica.

De qualquer forma, muita gente ainda gosta bastante deste aplicativo, e falando francamente, prefiro bem mais que Angry Birds.

os últimos que marcaram

Em entrevista

Desta vez, uma entrevista para matéria em revista do setor automotivo, a “Ordem de Serviço!”.
Meu amigo jornalista e repórter da Infomotos, também companheiro de arqueiria, Carlos Bazela estreou sua primeira matéria de capa, e ainda me entrevistando. Que honra participar disso.

Quem quiser dar uma olhada na matéria completa, basta clicar aqui: http://free.yudu.com/item_files/511574/e06040712/entrevista.jpg

New Ideas – Social Media – Rae,MP

O primeiro encontro do New Ideas – Social Media da Rae,MP foi muito legal mesmo. Tivemos a oportunidade de apresentar toda a importância de um planejamento e preparo bem executado no trabalho de mídias sociais para os clientes.

Veja um vídeo de como foi o evento:

Time difference

Você tem um momento do dia em que ideias e planos pipocam em sua cabeça e você tem um outro momento em que você está em 200% de sua capacidade para colocá-los em prática.
Comigo acontece desta forma, em momentos bem diferentes.

Ei, calma lá!

Tem coisas que começam a cansar. Toda vez que começam a falar muito sobre qualquer rede social recente ou não muito recente, surgem, pipocam artigos falando que o uso disso e daquilo não valem a pena, confundindo cada vez mais a cabeça das pessoas, profissionais e clientes.

Uma das funções desta rede social bate com sua estratégia para alcançar seu objetivo? O público ativo nesta rede social é o que você pretende atingir? Você tem certeza que já viu todos os recursos que ela pode oferecer? Você checou se é possível fazer suas ações ou propaganda lá dentro?

Não acho que devemos parar de ler estes artigos que já chegam com uma intenção negativa em relação a alguma rede social específica, até porque quanto mais opiniões, melhores informações você terá para um julgamento.

Todas as redes sociais não nasceram da noite pro dia. Houve muitas ideias, muito planejamento, muita “mastigação” até a publicação da versão beta. Apenas estude e veja se ela vale a pena para sua estratégia. Simples.

A crônica do “quiver”

Manhã de Carnaval é o domingo que se anuncia. Não viajei, não comemoro e não acompanho os desfiles das escolas de samba. Apenas fico feliz de ter alguns dias para descansar.

O que fazer exatamente na manhã de Carnaval?
Muitas coisas, uma delas é arrumar suas bagunças… nem que seja só aquelas superficiais… aquelas que ficam expostas para qualquer pessoa.

Tem um ítem ou acessório que comprei recentemente na arqueiria (pois bem, poucas pessoas devem saber que sou um dos seres malucos que acordam sábado de manhã e vão para a aula atirar com arco e flecha), o acessório tem um nome legalzinho em inglês “quiver”, e tem um nome feio em português, “aljava”. Este acessório nada mais é algo que fica suspenso pela cintura, e onde você carrega as flechas.

Aí você traz o quiver para casa e só se dá conta mais tarde de uma coisa “onde vou guardar esse negócio até o próximo dia de treino”?
Ele não combina com nada, nenhum lugar nos seus armários tem um lugar simpático para ele. Até suas bolsas olham torto para o novo ser a habitar o lugar. Os kimonos e faixas do karatê, que um dia já passaram um pouco pela mesma situação, parecem chorar de rir do formato e função tão “diferenciados” do quiver.

Sinto que em qualquer armário em que guarde o quiver, ele sofrerá bullying de outros objetos.

Nas prateleiras de sapatos, até a bota de cano longo de mil invernos passados olha para o acessório e parece grita “WTF?!?”.

Até o momento, o local de descanso temporário do quiver é a área plana sobre a impressora. Nem preciso dizer que nada combina com nada nesta cena.

Onde eu deixo este quiver?

Pedrinho, o que você está compartilhando aí?

Crianças na internet e redes sociais na Internet. Dois elementos delicados para discutirmos separadamente ou conjuntamente.

Diferentemente do que ocorre no dia a dia das empresas que estão cada vez mais se interessando em tentar atingir o maior público possível ou então não estar ausente de forma alguma nas redes sociais, com as famílias com crianças ocorre o oposto, há uma preocupação dos pais e responsáveis em saber como seus filhos em idade infantil estão se comportando na Internet, e principalmente, nas redes sociais.

Você talvez já deva estar pensando de forma negativa, lembrando-se apenas de redes muito populares como Orkut e Facebook, que até possuem regras restritas em relação à faixa etária para cadastro (claramente ignoradas por milhares de internautas mirins). Mas o mundo das redes sociais é muito mais que isso. Hoje temos várias redes sociais criadas através de sites educativos e próprios para o desenvolvimento, aprendizado e interação de pais e crianças. Obviamente, elas geralmente são internas aos sites e portais, e um pouco menos divulgadas. Mas ainda uma forma saudável de desenvolver este contato entre as crianças e o aprendizado compartilhado.

Mas elas também querem ter um breve momento de lazer nas redes sociais, e de preferência, onde alguns de seus amiguinhos também estejam. O drama ainda não é esse, mas a preocupação surge quando chegamos em “o que seus filhos estão inserindo como conteúdo nestas redes sociais?”. São piadinhas, quadrinhos, animações infantis, fotos do cachorrinho, pequenas discussões sobre joguinhos? O que você permite que ela compartilhe ou deixe exposto?

O segredo está em manter o diálogo e regras muito bem definidas com seus filhos em relação ao que eles podem colocar ou não nas redes sociais na Internet. Se você não quer que a família fique exposta de uma ou de outra forma, alerte-a sobre isso. Mantenha a criança consciente de que deixar dados importantes expostos (endereço, telefone, etc) não é uma possibilidade. Até mesmo aquele comentário simples, mas que pode ser explorado de forma perigosa, por exemplo “Tio Manoel, sentiremos saudades suas por muito tempo. Boa sorte com seu novo trabalho na Austrália. Peninha q sua casa ficará vazia por tanto tempo”.

Na minha opinião, o mal não veio com as redes sociais, nem com jornais, celulares, etc, e como vocês já sabem, o fator humano sempre será o responsável. E enquanto as coisas não ficam perfeitas, passe mais tempo com seus filhos, incluindo nas redes sociais, se possível.

Marina Mizioka

Este texto foi publicado no Jornal da Tarde (13/02/2012 – pág. 2), sob o título “Cuidado com as redes sociais”

Já passou da hora de mudar

Quando você era criança pode ter achado muito interessante aquele brinquedo que ficava na seção das crianças do sexo oposto. Se você for mulher, vai dizer que quando criança nunca pensou em pelo menos olhar a caixa daquele carrinho cheio de botões coloridos ou que você podia comandar com um controle remoto? Se você for homem, será que quando você era um menino nunca teve curiosidade de entender aquele fogãozinho que deixava sair bolhas na água da panelinha… E sem fogo? Sem contar aquelas bonecas que mudavam de cor de acordo com a temperatura da água.

As meninas vestem rosa e os meninos, azul. Menina com camiseta do Ben10? Tão estranho quanto o garotinho com a blusa da Moranguinho (ou do Limãozinho).
Por que as meninas não podem gostar de Transformers e ganhar as miniaturas de aniversário? Por que os meninos não podem ganhar o kit cozinha?
E se os brinquedos fossem separados por nível de barulho, faixa etária, número de peças…?

Os tempos mudaram, o comportamento dos homens e das mulheres também, incluindo as exigências sobre cada um. Ambos os sexos precisam ser praticamente “politudo”, precisam ter bravura, coragem e sensibilidade, saber cozinhar, escolher as roupas certas, trocar o pneu, entender de carro, ganhar seu próprio dinheiro, pagar as contas… Mas, ironicamente, mantemos e vemos tantos estereótipos e tradições ainda tão visíveis e caindo fortemente desde cedo, desde criança. Então onde está este gap quando ainda nos deparamos com sites e lojas separando os brinquedos para meninas e para meninos. Ou então, vamos tentar entender qual será a idade em que cada criança terá que se deparar com a verdade que a aguarda.

Nossa geração agora é a responsável por continuar ou acabar de vez com esse estereótipo. Nossos filhos, sobrinhos e alunos estão aí questionando mais do que qualquer outra geração questionou, pensando até em tabus. E então, o que você vai explicar?

Não culpe o consumo, ele é apenas consequência do que você está moldando na cabeça das crianças ou do que você pensa, que é reflexo do que você espera da sociedade a curto e longo prazo.

Neste filme abaixo, a garotinha pelo menos questionou todo o assunto aos 5 anos de idade.

Before it all happens

When Christmas days are over, it´s time to get ready for New Year´s Eve.

Most of young Japanese descendents living here in São Paulo (Brazil) are sadly forgetting those traditions that their grand or greatgrandparents had for this time of year. On the other hand, we feel that each year, Japanese culture is being spread around the city by stores, restaurants, buildings, companies´ presence.

So, what do Japanese Brazilian wish for New Year? Same things that everybody in the world do, and that is peace, prosperity, money, love, health…
But almost all families prepare at least one Japanese dish for supper before New Year, it can be sushi, nishime, onigiri, sashimi, udon and so on. But they are also served with other Brazilian food and champagne to celebrate New Year. That´s why Liberdade (our “Little Tokyo”) receives lots of visitors every single day, especially in this time of year. And grocery stores get so crowded, you feel you can´t even move. People are buying all ingredients for their traditional Japanese recipes.

One thing they also buy is the famous mochi! On January 1st, they believe that eating it fried (with shoyu and sugar) or cooked (as part of the ozoni soup) as the first meal of the day, they will have luck and health for the whole year.

Lots of Japanese restaurants serve the ozoni soup in the beginning of the year for their traditional customers, just like Sushi-Yassu (http://www.sushiyassu.com.br), as sushiman Sérgio Nakamura explains. He says that in 2012, the restaurant will be open on Tuesday (Jan 3rd) and they will serve ozoni soup only for the week, since it´s not every client that order it and tourists are more interested in sushi.

On January 1st, still at Liberdade, they prepare a square area with some “usu” and “tsuchi” for the mochitsuki. A huge line of people (mostly Brazilians interested in the culture) is formed around this square for them to take home some mochi pieces for free.
Being Japanese descendent or not, the most expected moment is watching fireworks with our families or friends, hugging and wishing each other a wonderful New Year ahead.

Sushi Yassu at Liberdade and the sushiman, Sérgio Nakamura

Este é um artigo escrito para o portal Yokoso News.